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SINOPSE
Este livro convida o leitor a uma jornada pelas fronteiras do conhecimento, onde filosofia, ciência e Direito se encontram. Partindo das grandes classificações científicas, atravessando as revoluções epistemológicas do Século XX e chegando às Ciências Teóricas Orientadas pelo Uso (CTOU) – proposta sistematizada por Stokes sob a denominação de Pesquisa Teórica Orientada pelo Uso (PTOU) –, a obra propõe uma leitura inovadora sobre o estatuto científico do conhecimento produzido na área Direito.
Ao invés de discutir se o conhecimento jurídico pode ou não ser considerado uma ciência, parte da aceitação de que essa possibilidade existe e procura mostrar que a Ciência Jurídica, nascida da cognição crítico-jurídica voltada a compreender o Direito em sua complexidade, revela-se uma ciência híbrida, capaz de unir rigor conceitual e compromisso social, teoria e aplicação, reflexão e prática. Ao revisitar pensadores como Bachelard, Popper, Kuhn, Lakatos, Laudan e Feyerabend, o livro reconstrói a trajetória da racionalidade científica e situa o Direito em diálogo com as transformações do conhecimento contemporâneo.
Em um texto claro, denso e envolvente, a obra oferece ao leitor uma perspectiva atualizada sobre o papel da pesquisa jurídica, especialmente no âmbito da Pós-Graduação Stricto Sensu, e apresenta as CTOU como um caminho promissor para integrar teoria, método e compromisso social.
Trata-se de uma leitura indispensável para quem busca compreender a Ciência Jurídica como ciência viva – aberta à crítica, ao diálogo interdisciplinar e aos desafios da era da inteligência artificial –, reafirmando a ideia de que pensar o Direito é, também, pensar o próprio destino da racionalidade humana.
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